quinta-feira, 29 de março de 2012

Destralhar ou a minha viagem em direcção ao minimalismo

Ando encantada com a Busy Woman and the Stripy Cat... é interessante e cativante.
Eu, que já andava numa onda de pôr ordem nesta casa, como já tinha desabafado e mostrado aqui, aqui e aqui, ao ler este blog, com mais vontade fico!

Acho que, pelo menos, para já, não consigo ser tão despegada quanto a Rita, mas quero e vou ser mais despegada do que sou agora!

Há uma série de coisas que guardo pelo seu valor sentimental, mas que, na realidade, não têm qualquer utilidade para mim. Estão, algures, guardadas, muitas delas nem sei onde e nem sei que existem.
Guardo revistas e jornais (porque posso precisar para projectos manuais que, muito dificilmente, irei concretizar ou porque podem ser interessantes para referência futura); guardo recordações variadas em papéis e papelinhos; guardo objectos que nunca uso, porque mas ofereceram; guardo... sei lá... guardo tanta coisa.

Já tinha decidido que iria mudar, porque não sinto a minha casa calorosa nem aconchegante, não a sinto um lar, porque quero mais para a minha vida e para a minha existência, mas não mais coisas; mais experiências, bem-estar, felicidade...
A Rita, com a sua escrita, acções e partilha de experiências inspirou-me ainda mais.
Sei e já sabia que este processo, para mim, vai ser lento. Não consigo, de uma só leva, começar numa ponta e acabar noutra, porque me sinto assoberbada e perco a energia.

Já comecei: primeiro, foi a despensa; depois, o roupeiro e, por fim, o armário das malas. Estas tarefas não estão completas, mas a organização conseguida permite-me tomar decisões sobre o respectivo recheio, de forma mais fácil.
Alguns dias depois e já, depois, de ter começado a ler a Busy Woman, ataquei o porta-revistas, que estava cheio até acima, transbordava de revistas e guias culturais com alguns anos em cima. Depois do destralhamento, ficou a cerca de 1/3 da capacidade. A papelada foi doada para a campanha "Papel por Alimentos", do Banco Alimentar.
De seguida, arrumei duas pequenas prateleiras do móvel de televisão, na sala.

Nos entretantos, doei alguma roupa e deitei outra fora; doei dois arranhadores (para gatos) usados, porque comprei um novo; doei muito papel para a campanha do Banco Alimentar.
Aos poucos, vou organizando e destralhando uma gaveta ali, uma prateleira acolá... até chegar ao projecto temido: o escritório! Não quero nem pensar!
Primeiro, vou dedicar-me a pequenos projectos que, por vezes, incluem pedacinhos do maldito escritório.

Este fim-de-semana, vou doar duas mantinhas para animais na recolha de donativos em géneros da FADA, em Cascais. Cá em casa, os gatos são pretos (a Pipa e o Bé) e as mantas são rosa e azul bebé. Não era boa ideia e, por isso, comprei umas mantinhas castanhas.

É impressionante o quão bem nos sentimos só por arrumar uma prateleira ou deitar algum lixo fora ou, ainda, doar algo de que já não precisamos. É algo tão pequeno e, aparentemente, simples, mas que faz uma enorme diferença.

Conto ir-vos mostrando estes meus pequenos projectos, estas minhas pequenas vitórias rumo ao minimalismo. Sei que vai ser difícil, porque sou muito apegada às coisas: aos livros, cadernos e desenhos com 20/30 anos; aos brinquedos de infância; aos papelinhos e cartas trocados com coleguinhas da escola; às mensagens de amor de amores já idos; às recordações de viagem; aos recortes disto e daquilo; às lembranças de tudo e mais qualquer coisa.
Esta vida de acumuladora não compulsiva, tem os dias contados: todas estas coisas têm destinos melhores que ficarem guardadas em caixas e mais caixinhas, a minha casa não tem que ficar atulhada nem eu assoberbada com a desorganização. É possível guardar lembranças sem guardar coisas sem nexo.

Agora, vou ali decidir qual vai ser o meu próximo projecto e já vos conto tudo!

Antes e depois - o porta-revistas

O destralhamento continua por estas bandas. Ontem à noite, já madrugada, foi a vez do porta-revistas e de duas prateleiras do móvel de televisão, ambos na sala.
Das prateleiras, não tenho fotos. Não deitei muita coisa fora, foi mais arrumar e organizar, pois estava tudo a monte.

O porta-revistas transbordava de revistas e guias culturais, alguns já com alguns anos.

Agora, está reduzido a 1/3 da capacidade. A maioria do conteúdo foi doado à campanha "Papel por Alimentos", do Banco Alimentar. Algumas revistas estão num montinho, no chão, ao lado do sofá, para ver se ficam ou se vão. As que estão arrumadas dentro do porta-revistas são as que vão mesmo ficar.

terça-feira, 13 de março de 2012

365+1

As 365+1 coisas mudaram-se para casa própria n'O lado verde da vida.

Faz mais sentido assim.

Por estas bandas, continuarão as publicações do costume.

domingo, 4 de março de 2012

Antes e depois - as malas

No roupeiro do quarto das visitas é onde se guarda tudo e mais alguma coisa, o que incluí as minhas malas.


Quando tirei tudo lá de dentro, vi malas das quais nem me lembrava, entre elas, três que nunca foram estreadas.


Tudo arrumadinho, ficou com muito melhor aspecto!


A solução para a arrumação das malas pode não ser definitiva: talvez compre uma arrumação vertical ou um armário próprio.

Antes e Depois - o roupeiro

Pois é, uma pessoa começa e não consegue parar... ou até consegue (que, agora, estou paradita).
O roupeiro do quarto estava uma vergonha, tudo amontoado, sem regra nenhuma... uma desgraça!


Foi só pôr a preguiça de lado, dobrar uma roupita, colocar outra direitinha nos cabides e separar o que já não tinha serventia (para doar).
Ficou com muito melhor aspecto, se bem que ainda não está perfeito!

Antes e Depois - a despensa

Na busca de cumprir o prometido no nº 37, a limpeza da alma já começou.

A minha despensa parecia que tinha sido alvo de um tornado. Começava, sempre, bem: tudo arrumado nas prateleiras, mas não, devidamente: quando precisava de alguma coisa, tinha de vasculhar e não voltava a arrumar; quando aparecia algo novo, era colocado lá dentro, sem qualquer ordem. Até que chegou a este maravilhoso estado:

Depois da decisão de dar ordem a esta casa e transformá-la num lar, pus mãos à obra.
Deitei fora o que estava fora de prazo (muito pouca coisa... vá lá!), arrumei por tipo de produtos, tirei o que não fazia sentido lá estar, deitei fora algumas coisas.
Claro que não fiz tudo sozinha: tive uma ajudante.

Algumas horas depois, ficou assim:
Bem melhor, verdade?